ENVIO

DE MATERIAIS

Para obtenção de um diagnóstico adequado em qualquer um dos exames citados é necessário o histórico detalhado do animal, como citado abaixo:

• Identificação
• Condição geral
• Tempo de evolução
• Aspecto das lesões
• Crescimento (tempo e modo – invasivo, irregular / expansivo, circunscrito)
• Tamanho / Localização / Consistência
• Ulceração / Aderência
• Aumento de linfonodos (reacional, metástase)
• Metástases
• Exames complementares

A utilização de cada técnica vai de acordo com a característica da lesão em questão e o estado clínico do animal. Esse tipo de avaliação deve ser realizada pelo médico veterinário responsável pelo atendimento.

 

ENVIO DE MATERIAIS

BIÓPSIA: as amostras de tecidos coletados devem ser enviados em formol a 10%, em volume total de 10 vezes em relação ao tamanho/volume da peça. Tendo o cuidado de não pinçar/esmagar as peças deixando marcas permanentes, principalmente em pequenos fragmentos.

 

BULBO OCULAR: ao enviar o bulbo ocular, remova todos os tecidos que não são o foco de interesse como os músculos extraoculares e pálpebras, por exemplo. Uma exceção é em caso de lesão extensa em que deseja a avaliação de margens cirúrgicas. Em hipótese alguma incise o bulbo ocular e não há necessidade de injetar formol. Coloque o bulbo ocular em formol a 10% o mais rápido o possível. O volume de fixador deve ser no mínimo 10 vezes maior que o volume do material pelo menos nas primeiras 24 horas. Após esse período a amostra pode ser enviada com uma quantidade menor de formol, caso deseje.

 

NECRÓPSIA: os animais destinados à necrópsia devem ser enviados preferencialmente logo após o óbito. Não sendo possível o envio imediato, indica-se manter o animal refrigerado. O congelamento do cadáver não é indicado, devido ao processo de congelamento/descongelamento causar alterações nos órgãos e tecidos que dificultam ou impedem a análise anatomopatológica.

 

CITOLOGIA: as lâminas nas quais são realizadas o exame de citologia devem ter sua superfície limpa e devidamente identificadas. Após a coleta do material deve-se proceder a fixação adequada (fixador alcoólico).

 
 

Obs.: Destacamos aqui, que não somente a coleta e a fixação do(s) material(ais) a ser(em) enviado(s) garantem a precisão do diagnóstico anatomopatológico. O adequado e correto preenchimento dos dados e histórico clínico do animal são de suma importância na determinação, avaliação e identificação dos processos anatomopatológicos.