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EXAME

CITOLÓGICO

Análise morfológica das células esfoliadas de um tecido sem a presença da arquitetura tecidual. É uma das grandes ferramentas para auxiliar o médico veterinário no diagnóstico, prognóstico e na tomada decisões frente a casos clínicos. Oferece inúmeras vantagens, uma vez que a técnica de obtenção do material é muito simples, de baixo custo e muitas vezes proporcionam resposta diagnóstica rápida. Porém, como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo. A grande maioria dos exames citológicos devem ser confirmados por exame histopatológico, devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo ou estar impossibilitado para análise, devido a contaminação sanguínea. Também há restrições quanto a avaliação prognóstica, pois tal exame avalia somente as características de células isoladas ou em blocos, ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo, ou seja, a relação entre células e entre as células e o meio. As principais técnicas de coleta são:

 

PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA
Consiste na aspiração das células presentes numa formação/aumento de volume. Neste método são utilizadas agulha e seringa. Para a coleta, a agulha acoplada à seringa é introduzida na lesão formação, puxa-se o êmbolo e faz movimentos em formato de leque, garantindo que células de diferentes regiões dentro do nódulo tenham sido aspiradas. Deve-se remover a seringa da agulha, aspirar cerca de 8ml de ar, reacoplar à agulha e despejar o material obtido na agulha sobre a lâmina de vidro. Em seguida encosta-se uma lâmina de vidro perpendicular à lâmina com o material coletado e faz-se o squash ou esfregaço. As agulhas comumente utilizadas são a de insulina e a 25×7.

 

CAPILARIDADE
Consiste num método semelhante a punção aspirativa, entretanto, não há a aspiração com a seringa. O método é realizado através da inserção apenas da agulha na formação presente no animal. Para despejar o material obtido na lâmina de vidro, utiliza-se cerca de 8ml de ar. As agulhas comumente utilizadas são a de insulina e a 25×7.

 

DECALQUE OU IMPRINT
Consiste em pressionar a lâmina de vidro contra lesão presente no paciente. Faz-se necessário limpar superficialmente a lesão antes da realização da coleta. Esse método é utilizado em lesões ulceradas e em mucosas, por exemplo. Lesões fibrosas, como processos cicatriciais, hamartomas, fibromas e fibrossarcomas, frequentemente não esfoliam células por meio de coleta por esse método.

 

RASPADO OU ESCARIFICAÇÃO
Consiste em raspar a lesão, seja com os bordos da lâmina de vidro ou com a lâmina de bisturi. Esse método é utilizado em lesões cutâneas planas, que não seja possível a realização por punção aspirativa ou em tecidos que esfoliam poucas células.

 

LAVADO
Consiste na obtenção de células de órgãos como brônquios, uretra prostática, cavidade nasal, utilizandosolução salina, através do auxílio de sonda. O material analisado é líquido obtido através da lavagem. Em cavidades naturais, como cavidade nasal, conduto auditivo e mucosa vaginal, assim como a região ocular, como o próprio bulbo ocular, glândula lacrimal e terceira pálpebra, onde os outros métodos não são aplicáveis devido a localização anatômica da lesão, podem ser utilizados o swab, cotonete e até mesmo escova cervical, a depender das características macroscópicas da lesão. O material obtido através deve ser girado sobre a superfície da lâmina de vidro, no sentido contrário ao coletado.

 

Observação importante:
As lâminas devem estar identificadas e sua superfície limpa.

 

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